A Comissão Europeia antecipa, desta forma, um "défice zero", alinhando com as previsões do Governo. É estimada uma redução para 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB) face ao défice de 0,4% registado em 2018, quando nas previsões de primavera, em maio, antecipava um défice de 0,4%.
"Prevê-se que o défice das administrações públicas diminua para 0,1% do PIB em 2019, apoiado por receitas cíclicas ainda dinâmicas, redução das despesas com juros e um investimento público abaixo do orçamentado", indica a Comissão no documento.
"No entanto, [o défice] é negativamente afetado por uma nova ativação do mecanismo de capital contingente do Novo Banco (0,6% do PIB)", acrescenta o executivo comunitário, adiantando que, "excluindo esta e outras medidas extraordinárias, o saldo orçamental deve atingir um excedente de 0,5% do PIB" este ano.
Bruxelas mais otimista que Governo
A Comissão Europeia melhorou em três décimas a previsão de crescimento económico de Portugal para 2% este ano, uma décima acima do esperado pelo Governo, e manteve a anterior previsão de 1,7% em 2020.
Já para 2020, a Comissão Europeia manteve em 1,7% a previsão para o crescimento da economia portuguesa, abaixo do antecipado pelo executivo português.
No Projeto de Plano Orçamental enviado para Bruxelas em 15 de outubro, o Governo estimou que a economia portuguesa desacelere de um crescimento de 2,4% em 2018, para um crescimento de 1,9% em 2019 e volte a acelerar para um crescimento de 2% no próximo ano.
Moscovici destaca desempenho português
"O crescimento económico é visto como moderado para Portugal, mas em níveis muito substanciais (...), muito acima da média da zona euro", admitiu.
"Na nossa opinião, esta moderação não se deve a este ou àquele fator das finanças públicas, mas à procura externa, enquanto o consumo e investimento privados continuam robustos", considerou Moscovici.
Crescimento da zona euro desacelera
Há precisamente um ano, nas previsões de outono de 2018, Bruxelas estimava que a economia do espaço da moeda única crescesse 1,9% este ano e 1,7% no próximo.
Apesar de este ser o sétimo ano consecutivo de crescimento económico na área do euro, ao longo dos últimos exercícios sazonais de previsões Bruxelas tem procedido a sucessivas revisões em baixa do ritmo da expansão, que tem abrandado de forma vincada, face aos valores de crescimento registados nos últimos quatro anos (2,1% em 2015, 1,9% em 2016, 2,4% em 2017 e 1,9% no ano passado).
Também para o conjunto da União Europeia, o executivo comunitário reviu em baixa as suas mais recentes projeções macroeconómicas, estimando que a economia do conjunto dos 28 Estados-membros progrida 1,4% este ano e nos dois próximos, quando no verão esperava que acelerasse para os 1,6% já em 2020.
c/ Lusa
2019-11-07 10:06:00Z
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