“A história mostra que a paz não pode ser dada como garantida e que, mesmo enquanto se celebra este aniversário, devemos garantir que os nossos atos correspondem às nossas palavras”, assinalou o anfitrião Boris Johnson.
No início das reuniões formais desta cimeira, que começou terça-feira com uma receção dos líderes no Palácio de Buckingham, o primeiro-ministro britânico alertou ainda para a necessidade de discutir “novas realidades” e “novas ameaças”, desde a guerra híbrida às tecnologias disruptivas no espaço e também as ameaças no ciberespaço.
"Claramente que é muito importante que esta aliança permaneça unida. Mas é muito, muito mais aquilo que nos une que aquilo que nos separa", enfatizou o chefe de Governo britânico.
A cimeira que marca os 70 anos da NATO ocorre num momento delicado para a aliança. O encontro de líderes que decorre por estes dias em Londres terá como temas centrais a posição perante as ameaças da China e o domínio de Pequim nas tecnologias 5G, mas também a posição da Turquia no seio da organização, que nos últimos meses adquiriu e testou um sistema de mísseis originário da Rússia, o que poderá ajudar Moscovo a observar os sistemas militares da NATO.
Por sua vez, os Estados Unidos continuam a insistir no contributo equitativo por parte de todos os países para o Orçamento da NATO, uma das bandeiras de Donald Trump desde que assumiu a presidência.
Os últimos dias ficaram, no entanto, marcados pela troca de palavras entre o Presidente norte-americano e o homólogo francês.
"Considero que é nossa responsabilidade perceber quais são as diferenças que podem ser lesivas e possibilitar um debate real e estratégico", disse Emmanuel Macron hoje, na chegada às reuniões desta quarta-feira.
Nas últimas semanas, o chefe de Estado francês tem vindo a considerar que a NATO "está em morte cerebral", tendo sugerido o desenvolvimento de uma defesa europeia autónoma.
“Simplesmente não se pode fazer afirmações dessas sobre a NATO, é muito desrespeitoso. Ninguém precisa da NATO mais do que a França e, honestamente, quem beneficia menos [da organização atlântica] são os Estados Unidos”, declarou.
No Twitter, Emmanuel Macron respondeu logo na terça-feira ao Presidente norte-americano: "As minhas declarações sobre a NATO desencadearam algumas reações. Eu continuo a defendê-las".
Ma position sur l'OTAN a provoqué des réactions. Je l'assume. Si nous investissons de l'argent et engageons la vie de nos soldats sur des théâtres d'opérations, nous devons être clairs sur les fondements de l'OTAN. Demain, je défendrai les intérêts de la France et l'Europe.
— Emmanuel Macron (@EmmanuelMacron) December 3, 2019
"Este é um fardo que compartilhamos: não podemos colocar dinheiro e a vida dos nossos soldados em risco sem sermos claros quanto aos fundamentos do que deve ser a NATO. Amanhã, vou defender os interesses da França e os interesses europeus", acrescentou ainda o líder francês.
2019-12-04 12:28:00Z
https://news.google.com/__i/rss/rd/articles/CBMihgFodHRwczovL3d3dy5ydHAucHQvbm90aWNpYXMvbXVuZG8vY2ltZWlyYS1kYS1uYXRvLWUtbXVpdG8tbWFpcy1hcXVpbG8tcXVlLW5vcy11bmUtcXVlLW8tcXVlLW5vcy1zZXBhcmEtc2FsaWVudGEtYm9yaXMtam9obnNvbl9uMTE4OTkwMdIBAA?oc=5
No comments:
Post a Comment