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Wednesday, December 4, 2019

Cimeira da NATO. "É muito mais aquilo que nos une que o que nos separa", salienta Boris Johnson - RTP

Cimeira da NATO. "É muito mais aquilo que nos une que o que nos separa", salienta Boris Johnson - RTP

A história mostra que a paz não pode ser dada como garantida e que, mesmo enquanto se celebra este aniversário, devemos garantir que os nossos atos correspondem às nossas palavras”, assinalou o anfitrião Boris Johnson.

No início das reuniões formais desta cimeira, que começou terça-feira com uma receção dos líderes no Palácio de Buckingham, o primeiro-ministro britânico alertou ainda para a necessidade de discutir “novas realidades” e “novas ameaças”, desde a guerra híbrida às tecnologias disruptivas no espaço e também as ameaças no ciberespaço. 

"Claramente que é muito importante que esta aliança permaneça unida. Mas é muito, muito mais aquilo que nos une que aquilo que nos separa", enfatizou o chefe de Governo britânico.

A cimeira que marca os 70 anos da NATO ocorre num momento delicado para a aliança. O encontro de líderes que decorre por estes dias em Londres terá como temas centrais a posição perante as ameaças da China e o domínio de Pequim nas tecnologias 5G, mas também a posição da Turquia no seio da organização, que nos últimos meses adquiriu e testou um sistema de mísseis originário da Rússia, o que poderá ajudar Moscovo a observar os sistemas militares da NATO.

Por sua vez, os Estados Unidos continuam a insistir no contributo equitativo por parte de todos os países para o Orçamento da NATO, uma das bandeiras de Donald Trump desde que assumiu a presidência.

Os últimos dias ficaram, no entanto, marcados pela troca de palavras entre o Presidente norte-americano e o homólogo francês.

"Considero que é nossa responsabilidade perceber quais são as diferenças que podem ser lesivas e possibilitar um debate real e estratégico", disse Emmanuel Macron hoje, na chegada às reuniões desta quarta-feira.

Nas últimas semanas, o chefe de Estado francês tem vindo a considerar que a NATO "está em morte cerebral", tendo sugerido o desenvolvimento de uma defesa europeia autónoma.

As palavras não foram bem recebidas por Donald Trump, que na terça-feira, à chegada a Londres, considerou que os comentários de Macron eram "desagradáveis" e "desrespeitosos".

“Simplesmente não se pode fazer afirmações dessas sobre a NATO, é muito desrespeitoso. Ninguém precisa da NATO mais do que a França e, honestamente, quem beneficia menos [da organização atlântica] são os Estados Unidos”, declarou.

No Twitter, Emmanuel Macron respondeu logo na terça-feira ao Presidente norte-americano: "As minhas declarações sobre a NATO desencadearam algumas reações. Eu continuo a defendê-las".


"Este é um fardo que compartilhamos: não podemos colocar dinheiro e a vida dos nossos soldados em risco sem sermos claros quanto aos fundamentos do que deve ser a NATO. Amanhã, vou defender os interesses da França e os interesses europeus", acrescentou ainda o líder francês.

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2019-12-04 12:28:00Z
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