Segundo os organizadores da manifestação, deverão participar "mais de cem mil" pessoas de todo o mundo para "desmascarar a hipocrisia" dos governos que há 25 anos se reúnem sem sucesso para contrariar as alterações climáticas.
“O mundo acordou para a urgência climática” e “os discursos não chegam”. Estes são motes desta manifestação que pretende pressionar os países signatários do Acordo de Paris a agir contra o aquecimento global.
Greta Thunberg estará à cabeça da manifestação. A ativista ambiental chegou na manhã desta sexta-feira a Madrid, depois de viajar de comboio entre Lisboa e a capital espanhola. À chegada, demorou a sair do comboio, assustada com um batalhão de jornalistas que a esperava. Teve de ser rodeada pela polícia para sair da gare de comboios.
Num manifesto, as associações organizadoras enviaram uma mensagem clara à COP25. “Voltamos à rua (…) para exigir medidas reais e ambiciosas aos políticos do mundo inteiro reunidos na COP” e para que eles reconheçam “que a ambição insuficiente dos seus acordos vão colocar o planeta num cenário desastroso de aquecimento global”.
A Marcha pelo Clima e uma cimeira social que começa no sábado vão dominar a agenda paralela à 25.ª Conferência das Partes (COP25) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas, que começou em 02 de dezembro e vai prolongar-se até 13 de dezembro em Madrid.
Uma outra marcha está prevista para a mesma horam em Santiago do Chile, onde a cimeira deveria ter decorrido. A cimeira foi transferida de urgência, em 1 de novembro para Madrid, depois de o Chile ter anunciado que renunciava à sua organização, devido à contestação social sem precedentes no país.
A manifestação começa às 18h00 (17h00 em Lisboa) em Atocha, perto do centro de Madrid, e depois de percorrer uma parte de A Castelhana, a maior e mais importante avenida da capital espanhola, termina na zona dos Novos Ministérios.
“Sabemos que a manifestação será massiva. Esperamos centenas de milhares de pessoas na rua a reclamar ações urgentes”, assegurou Pablo Chamorro, porta-voz da organização.
“Os discursos não chegam, são precisas ações concretas”, reforçou Estefania Gonzalez, porta-voz da Sociedade Civil para a Ação Climática, plataforma que reúne mais de 150 associações chilenas e internacionais.
Greta Thunberg, que durante o último ano ganhou protagonismo e se tornou uma das caras mais conhecidas no movimento internacional que exige ação contra as alterações climáticas, chegou esta manhã a Madrid, depois de uma viagem no Lusitânia Comboio Hotel.
Vai participar na Marcha pelo Clima e será uma das pessoas que irá discursar a partir das 20h00 na zona em que termina a manifestação e em que também haverá "espaços" de música, poesia, e outros eventos de animação cultural.
c/Lusa
2019-12-06 08:52:00Z
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