A depressão Elsa vai continuar a fustigar o país nas próximas horas. A Proteção Civil prevê o agravamento do estado do tempo até às 20h00. O número de desalojados aumentou para 77. Até às 12h00 desta sexta-feira foram registadas cerca de sete mil ocorrências. Há a registar dois mortos e um desaparecido.
Em comunicado, a operadora adiantou que "devido à previsão de agravamento das condições climatéricas durante o dia 20 de dezembro estão previstas fortes perturbações na circulação de comboios nas linhas do Norte e da Beira Alta".
A CP avançou ainda que "aos clientes que já tenham bilhetes adquiridos e que pretendam desistir da viagem, a CP permitirá, durante o dia de hoje, o reembolso do valor do bilhete, ou a sua revalidação, sem custos".
A operadora aconselha os utentes a apresentar os pedidos nas bilheteiras ou na página da Internet da CP, na qual a operadora está ainda disponível para "qualquer esclarecimento ou sugestão".
Os utentes podem ainda ligar para a linha de atendimento (707 210 220).
O mau tempo que tem assolado o país está a provocar perturbações nos transportes a nível nacional.
"O caudal subiu e obrigou a fecharmos a estrada que serve de acesso a algumas empresas, condicionando a sua atividade. Nessa zona não se verificaram inundações nos edifícios, e a tendência é que o nível das águas baixe até às 16h00 e a estrada possa ser, entretanto, reaberta", disse à agência Lusa Joaquim Gomes, comandante dos Bombeiros Voluntários de Vila do Conde.
Também nessa zona estão os armazéns centrais dos serviços de recolha de lixo e limpeza urbana da Câmara de Vila do Conde, que devido ao corte da estrada têm a sua atividade condicionada.
Já na parte ribeirinha da cidade, junto à foz do rio Ave, a subida das águas provocou inundações em algumas garagens e caves, numa situação onde, segundo Joaquim Gomes, "não há muito a fazer senão esperar que o nível das águas baixe".
De acordo com o chefe de Estado, "dentro do que é possível as câmaras, as freguesias e o Estado têm tentado acorrer às milhares e milhares de ocorrências e problemas que surgiram por todo o país".
Questionado sobre a necessidade de medidas preventivas, Marcelo Rebelo de Sousa considerou que "é muito difícil tomar medidas preventivas porque, por exemplo, previa-se que a passagem fosse mais rápida pelo território português, não se previa que tivesse durado como durou até às tantas horas da madrugada".
"A previsão era uma previsão menos complicada do que aquela que ocorreu, e ninguém previa também que viesse logo a seguir uma outra depressão que apanhasse o fim da tarde de hoje e o começo da noite", acrescentou, advogando que "isto vai mudando a um ritmo tal que o que se pode fazer de prevenção é sempre muito aleatório, é muito contingente, é muito difícil".
Na quinta-feira, as autoridades espanholas confirmaram uma vítima mortal, um homem que tinha morrido na localidade de Puenxo, nas Astúrias.
O novo balanço, citado pela agência espanhola EFE, precisou que uma das duas novas vítimas mortais é um homem de 51 anos que morreu esta sexta-feira em Vegas del Condado, na província de León, quando o trator que conduzia caiu num rio local.
A outra vítima mortal foi registada, ainda na quinta-feira, em Santiago de Compostela (região da Galiza).
A par dos ventos fortes, a passagem da depressão Elsa em Espanha provocou inundações, cortes de estradas, encerramento de escolas - mais de mil crianças estão sem aulas - e queda de árvores.
Numa resposta à Lusa, a empresa indicou ainda que "as restantes ligações da Transtejo e Soflusa estão operacionais".
Segundo a página da empresa na internet, "de momento, não é possível prever a retoma do serviço" entre a Trafaria e Belém.
"A previsão é que a água do rio vá subir, ainda não conseguimos ter uma perceção até onde, mas na zona da João Franco já toda a gente foi contactada para retirar os pertences, pelo menos do rés-do-chão", afirmou José Manuel Gonçalves.
A autarquia cortou ao trânsito as avenidas do Douro, onde o caudal do rio já entrou na parte mais baixa, a da Galiza e ainda a João Franco, que é a principal artéria da cidade.
O autarca disse que se está em "alerta vermelho", que as previsões para as próximas horas são de um agravamento das condições meteorológicas, e ainda que a comissão de proteção civil vai reunir e pode ativar o plano de emergência.
"Vamos tentar minimizar o mais possível aquilo que possam vir a ser os estragos", frisou.
Mais acima, na vila do Pinhão, no concelho de Alijó, o rio também inundou a zona ribeirinha, atingindo bares e restaurantes, bem como uma loja de vinhos e stands de venda de viagens de barco, uma zona de lazer e parque infantil.
O vice-presidente da Câmara de Alijó, Vítor Ferreira, disse que se está a "monitorizar constantemente a subida do rio".
Mário Jorge Nunes, presidente da Câmara Municipal de Soure, explicou à RTP que a água continua a subir, mas lentamente, e diz-se satisfeito por os principais problemas elétricos da região estarem resolvidos, depois de algumas localidades terem ficado 20 horas sem energia.
"Temos uma situação estável e esperemos que isto amanhã passe", afirmou.As autoridades não têm registo de pessoas desalojadas, apesar de várias casas e estabelecimentos terem sido afetados pelas cheias.
No Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT), parte do telhado da entrada ruiu à hora do encerramento do museu, não fazendo vítimas.
Para prevenir acidentes, a autarquia de Lisboa está a demolir um muro na antiga feira popular.O muro com várias estruturas de metal de publicidade corria o risco de ruir por pressão dos ventos fortes previstos para estes dias.
A principal estrada da Serra de Sintra está encerrada, com queda de árvores e deslizamentos de terra a condicionar a circulação.
Foram insuficientes as precauções e os alertas da Proteção Civil aos comerciantes. O presidente da Câmara diz que Águeda foi surpreendida pelas descargas da Barragem de Ribeiradio.
O número de desalojados devido ao mau tempo que assola Portugal continental desde quarta-feira aumentou para 77, registando-se até às 12h00 de hoje cerca de sete mil ocorrências, com dois mortos e um desaparecido.
A informação foi dada aos jornalistas por Pedro Nunes, comandante da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), numa altura em que a depressão Elsa continua em deslocação de norte para sul.
"Até às 12h00 registaram-se sete mil ocorrências, envolvendo 21 mil operacionais", disse Pedro Nunes.
O comandante referiu que os distritos mais afetados são Porto, Aveiro, Coimbra, Viseu, Braga e Lisboa, sendo a maior parte das ocorrências relacionadas com inundações e quedas de árvores.Pedro Nunes referiu também que foi acionado o plano de cheias para a bacia do Tejo e admitiu a possibilidade para "estradas nacionais e regionais cortadas" no distrito de Santarém, no final do dia.
"Até às 20h00 deverá existir um agravamento do estado do tempo, sendo depois expectável que comece a estabilizar", afirmou.
Pedro Nunes indicou a possibilidade de inundações no Douro, com especial atenção para Régua e a foz, nas duas margens, afirmando que os caudais "não estão a estabilizar", podendo agravar-se a situação "durante a tarde e a noite".
Em relação ao rio Tâmega, Pedro Nunes referiu que o caudal baixou no período da manha, mas que em Chaves e Amarante poderá agravar-se novamente.
Segundo um comunicado da empresa, pelas 13h00, a EDP tem mobilizados no terreno "mais de 1.500 operacionais" e já instalou cerca de 60 geradores nas zonas mais afetadas para fazer face aos problemas de iluminação.
"O número de consumidores sem energia tem vindo a reduzir, embora ainda seja muito elevado, na ordem dos milhares", aponta a empresa, adiantando que "não existe ainda previsão para a resolução integral do fornecimento de energia".
Os distritos mais afetados, ainda com cerca de uma centena de linhas de alta e média tensão dadas como inoperacionais, são os de Viseu, Coimbra e Guarda, com postes danificados.
A EDP sublinha que se mantém atenta à evolução meteorológica, em articulação com as autarquias e com as autoridades nacionais e locais de segurança e proteção civil.
Em comunicado, o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Santarém afirma que a subida dos caudais do Tejo, "especialmente nos provenientes de Espanha e rio Ocresa", causada pela precipitação que se tem sentido em Portugal e em Espanha, torna "elevada a probabilidade de cheia" na região.
A nota afirma que, desde as 23h00 de quinta-feira, os caudais lançados no rio Tejo estão acima dos 1.500 metros cúbicos, tendo atingido os 3.085 metros cúbicos por segundo às 00h00 de hoje, sendo expetável que, a manter-se a situação atual, possam atingir os 2.900 metros cúbicos por segundo em Almourol, ao longo do dia de hoje.
Até ao momento, apenas se registou a submersão do parque de estacionamento junto ao rio Zêzere, junto à vila de Constância, afirma.
Para as próximas horas, o CDOS admite que se possa verificar, no concelho de Santarém, a submersão da Estrada Nacional (EN) 365, em Ponte do Alviela e em Palhais/Ribeira de Santarém, da Estrada Municipal (EM) que liga a Ribeira de Santarém a Vale de Figueira e do parque de estacionamento da Ribeira de Santarém.
A EN 365 pode ainda ficar submersa na ligação entre os concelhos de Santarém e da Golegã, "com possibilidade de isolamento da povoação de Reguengo do Alviela", afirma.
"É expetável nas próximas horas uma manutenção dos caudais do rio Tejo, mantendo-se assim a elevada probabilidade de cheia", acrescenta o comunicado.
O CDOS Santarém recomenda às populações das zonas que podem vir a ficar inundadas para que retirem equipamentos agrícolas, industriais, viaturas e outros bens, que levem os animais para locais seguros, não atravessem com viaturas ou a pé estradas ou zonas alagadas e que se mantenham informadas através dos Órgãos de Comunicação Social ou dos agentes de Proteção Civil.
"O novo edifício do MAAT vai estar temporariamente encerrado e reabre a 27 de março", devido aos estragos provocados pela depressão Elsa, que obrigam o museu a antecipar obras de manutenção previstas para fevereiro, anunciou o MAAT, em comunicado.
O MAAT adianta não terem sido registados quaisquer danos pessoais.
A autarquia do distrito de Vila Real adiantou que o rio assume agora uma quota de 3,20 metros acima do normal.
"Em função de nova avaliação dos serviços de Proteção Civil, em articulação com técnicos espanhóis, o caudal do rio Tâmega manterá nas próximas horas uma subida significativa, agravando a condição de cheias", refere a nota.
O município transmontano reforça ainda a necessidade de "aplicação de medidas de autoproteção e salvaguarda de bens, nomeadamente em habitações e comércios localizados nas margens do rio".
Por volta das 10h00 de hoje o rio que atravessa aquela localidade do distrito de Vila Real continuava a subir, mas com menos intensidade, agora a "um centímetro por hora", face aos 10 centímetros por hora que se registaram durante a noite.
"Temos já uma área inundada bastante significativa, atingindo níveis das cheias de 2010", explicou o comandante da Proteção Civil municipal, Sílvio Sevivas.
Além da inundação de alguns estabelecimentos comerciais no centro histórico, junto à zona ribeirinha, a preocupação prende-se com o condicionamento do trânsito na Avenida Dom João I e numa rua paralela, Dom Afonso III, zona que concentra várias superfícies comerciais e restaurantes.
Também o trânsito está condicionado desde quinta-feira à tarde na envolvente do rio por motivos de segurança.
A subida do rio Tâmega causou a inundação da Veiga de Chaves, que ocupa uma área de 2.500 hectares e que tem cerca de 8,5 quilómetros de comprimento e três de largura, deixando algumas habitações circundadas por água.
"Há habitações que estão circundadas por água, mas as pessoas continuam no seu interior, depois de terem salvaguardado os seus bens, graças à prevenção feita na quinta-feira", vincou Sílvio Sevivas.
"O condutor continua desaparecido, as operações estão em curso", começou por explicar Patrícia Gaspar, que falava aos jornalistas após a reunião do Centro de Coordenação Operacional Nacional (CCON), na Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, em Oeiras, distrito de Lisboa.
Segundo a secretária de Estado, trata-se de uma "operação muito complexa, que exige muitos cuidados em termos de segurança para os operacionais" que se encontram a fazer as busca na localidade de Ribolhos, no distrito de Viseu.Patrícia Gaspar adiantou ainda que a zona é "muito escarpada" e o rio "tem uma corrente muito forte", salientando que "neste momento todo o cuidado é pouco".
"Estão a fazer o melhor que podem para encontrar quer a máquina, quer o condutor que está desaparecido", sublinhou.
A secretária de Estado da Administração de Interna enalteceu ainda o trabalho dos mais de "21 mil operacionais" que estão no terreno desde as 15h00 de quarta-feira, lembrando que já se registaram até ao início da manha de hoje "mais de seis mil ocorrências".
"O trabalho no terreno tem sido absolutamente excecional", frisou a governante.
O aluimento de terras em Ribolhos ocorreu cerca das 21h30 de quinta-feira.
Fonte da Câmara de Leiria informou que, na sequência da queda de um telhado num apartamento na zona de São Romão, foi necessário realojar uma idosa e o filho no Centro de Emergência de Alfeizerão da Segurança Social, no concelho de Alcobaça, também no distrito de Leiria.
"Neste momento, ainda não é possível indicar quando será possível regressarem à sua habitação, sendo que esta é uma situação que está a ser acompanhada de perto tanto pela Segurança Social como pelo município", referiu a mesma fonte.
O presidente da Câmara de Leiria, Gonçalo Lopes (PS), revelou que foram registadas 17 inundações e 60 quedas de árvores, mas "nada de grave".
"A maioria dos casos foi de imediato resolvida pelos serviços da proteção civil e juntas de freguesia", disse.
Gonçalo Lopes apelou à população para evitar a zona pedonal do Polis, afastando-se das margens do rio, uma vez que o Lis apresenta um caudal elevado e "com a continuação das chuvas há risco de transbordo".
Na quinta-feira, "o vento forte levantou coberturas do acampamento onde viviam 30 pessoas de etnia cigana, mas só duas famílias, de oito pessoas, ficaram desalojadas", explicou Rui Raposo, presidente da Câmara de Vidigueira, no distrito de Beja.
Segundo o autarca, o Serviço Municipal de Proteção Civil e a Cruz Vermelha "tentaram resolver a situação, mas as duas famílias conseguiram arranjar solução e foram para casa de familiares" também em Vila Frades.
Rui Raposo disse que o Serviço Municipal de Proteção Civil e a Cruz Vermelha estão "em fase de prevenção" para atuar caso ocorra outra situação do género no acampamento e mais pessoas fiquem desalojadas devido ao mau tempo.
Em comunicado, os municípios afirmam que a decisão, com efeitos a partir das 11h00 de hoje, foi tomada em coordenação com a GNR e o Comando Distrital de Operações de Socorro de Santarém, dada a previsão de ocorrência de ventos fortes e do aumento da corrente do rio Tejo, devido à subida do caudal.
A nota refere que os níveis hidrométricos e os caudais do Tejo devem aumentar nas próximas horas, "devido ao inesperado e súbito início das descargas das barragens espanholas e portuguesas".
A decisão é ainda justificada pelas "questões de segurança das fundações, pilares e estruturas de apoio do tabuleiro", acrescenta, salientando que os presidentes dos dois municípios, Pedro Magalhães Ribeiro (Cartaxo) e Hélder Esménio (Salvaterra de Magos), "consideram a segurança das pessoas o primeiro valor a preservar".
O presidente da Câmara de Soure afirma que está "é uma situação recorrente".
"Estamos numa zona de cheia" e a população está habituada "a conviver com esta situação".Durante o dia de hoje a água vai continuar a subir e "esperam-se mais de uma dezena de centímetros".
"Desde o castelo até ao campo de futebol está tudo inundado".
O encerramento de várias estradas nacionais preocupa o autarca. Várias localidades estão isoladas.
Em Castro D'Aire prosseguem as buscas para encontrar o manobrador de uma retroescavadora que caiu no rio.
As buscas, que começaram ao início da manhã, estão a decorrer com muitas dificuldades devido às condições atmosféricas adversas.O homem de 56 anos estava a começar a fazer uma limpeza na berma da Estrada Nacional 2 e foi apanhado por uma derrocada.
Estrada Nacional 2 cortada em Castro Daire na zona das buscas por desaparecido
"É expectável que durante todo o dia de hoje e o dia de amanhã (sábado) tenhamos situações pontuais de alagamentos nestas zonas que já estão identificadas. As populações estão prevenidas para estas ocorrências", alertou.
A última vez que o Douro galgou as margens e provocou cheias desta dimensão foi em 2006.
Carlos Pereira referiu que o "rio transbordou as margens e, pelo menos, quatro bares já estão com água".
Segundo o comandante, atingiu ainda os 'stands' de venda de bilhetes para os barcos turísticos que se encontram na zona do cais fluvial do Pinhão.
"Isto às vezes é também um pouco por teimosia das pessoas que estão alertadas, mas que acham que o rio não vai subir e à última hora é que andamos aqui a tentar tirar as coisas", referiu.
O responsável disse ainda que os bombeiros e elementos da Proteção Civil Municipal ajudaram também a retirar os carros que estavam estacionados naquela zona.
Carlos Pereira referiu que as previsões de quinta-feira apontavam para que o caudal do Douro chegasse "aos passeios", mas não que "galgasse os passeios e a estrada", como veio a acontecer, havendo alguns sítios em que se estende já por cerca de "seis a sete metros".
Os afluentes do Douro, como o rio Tua, estão também, neste momento, a debitar muita água.
Mais abaixo do Pinhão, em Peso da Régua, o rio já submergiu os estabelecimentos localizados no cais fluvial, um bar e uma loja de artesanato, que já se encontravam vazios.
As atenções das autoridades centram-se agora na Avenida do Douro, a primeira artéria a ser afetada se o rio continuar a subir, podendo condicionar esta via de ligação a Mesão Frio.
De acordo com a mesma fonte, os troços Piornos/Torre e Torre/Lagoa Comprida, na Estrada Nacional 338, estão encerrados desde às 9h00, não havendo previsão para a reabertura.
A fonte informou ainda que a ligação entre Piornos/Manteigas está condicionada, já que a chuva intensa fez aumentar o risco de derrocada.
Várias ruas ficaram submersas o que está a condicionar a circulação rodoviária na cidade.
A Proteção Civil afirma que vai demorar algum tempo até que a situação normalize. O Tâmega subiu a um nível mais elevado do que há 10 anos e está mais de três metros acima do normal.Os habitantes recordam que há muitos anos que o Tâmega não inundava a zona histórica da cidade.
Além do Tâmega, também o rio Tua em Mirandela e o Sabor galgaram as margens.
Segundo fonte da empresa, depois do pico de avarias, que ocorreu até cerca das 00:00 de hoje, a situação melhorou, mas milhares de pessoas ainda estão sem energia elétrica, uma vez que a rede ficou "bastante danificada" por causa da passagem da depressão Elsa.
Na região centro, os concelhos mais afetados são Cantenhede, São Pedro do Sul, Tondela, Viseu e Aguiar da Beira.
A mesma fonte acrescentou que na região Norte a situação tem vindo a ser normalizada e que a região Centro é a mais afetada, sobretudo os distritos de Viseu, Coimbra, Guarda, Castelo Branco e parte do Porto.
Para responder às falhas no serviço, a empresa está a instalar geradores de emergência, em particular em estações elevatórias, onde o restabelecimento é mais difícil.
Os problemas de falta de energia deverão manter-se nos próximos dias, apesar da melhoria do estado do tempo, uma vez que o Instituto Nacional do Mar e da Atmosfera (IPMA) já alertou para os efeitos de uma nova depressão, denominada Fabien, que atingirá Portugal no sábado.
Na altura do incidente, cerca das 19h00 de quinta-feira, não se encontrava ninguém no local.
Os trabalhos de limpeza estão a decorrer e de seguida vai ser realizada uma vistoria. As obras de recuperação só avançam depois.Para já, o MAAT está encerrado por tempo indeterminado.
O troço do Itinerário Complementar 3 (IC3), situado junto ao Polo II da Universidade de Coimbra, foi cortado nas duas passagens interiores daquela estrada, que ficaram inundadas, disse à agência Lusa fonte do CDOS de Coimbra.
De acordo com a mesma fonte, há várias estradas condicionadas ou cortadas no distrito, mas "quase tudo estradas secundárias".
Devido ao mau tempo, registaram-se várias árvores caídas e algumas inundações de casas e garagens, mas sem necessidade de realojar pessoas, não havendo registo de qualquer ferido, afirmou fonte do CDOS de Coimbra.
Segundo fonte do Comando Territorial de Coimbra da GNR, as estradas que foram cortadas na quinta-feira na Lousã continuam condicionadas, por precaução, tal como estradas secundárias de outros concelhos do distrito de Coimbra, tais como Pampilhosa da Serra, Coimbra, Penela e Oliveira do Hospital.
A maioria dos cortes de estrada por inundação é temporária e regista-se em estradas secundárias "sem grande afluência de trânsito" na zona do Baixo Mondego, nomeadamente Soure e Montemor-o-Velho, referiu.
A circulação na ponte sobre o rio Mondego, na Figueira da Foz, que foi condicionada na quinta-feira à noite, continua restringida apenas às faixas interiores, uma em cada sentido, por questões de segurança devido ao vento, afirmou hoje fonte dos Bombeiros Sapadores da Figueira da Foz.
9h30 - Último balanço aponta para mais de 6 200 ocorrências, 70 desalojados e dois mortos
Num balanço feito à agência Lusa cerca das 9h00, o comandante Paulo Santos, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), explicou que foram registadas 6.237 ocorrências desde quarta-feira, com os distritos do Porto, Viseu e Lisboa a serem os mais afetados pelo mau tempo provocado pela passagem da depressão Elsa.
O responsável destacou como ocorrências principais as quedas de árvores, movimentos de terras, inundações e quedas de estruturas.
Foram ainda ativados o plano municipal de emergência da Mealhada e o plano distrital especial de cheias de Coimbra.
Entre as 00h00 e as 07h00 de hoje a Proteção Civil registou 353 ocorrências.
"Há um ligeiro desagravamento, porém as ocorrências irão aumentar durante o dia pois naquelas estradas onde as quedas de árvores não afetaram ninguém, de manhã, quando as pessoas começarem a sair de casa, vão encontrar obstruções", afirmou Paulo Santos.
Há várias casas e bares que estão completamente inundado devido à subida do nível das águas do Douro.
A maré começou a subir cerca das 5h30.
No local estão vários elementos da Polícia Marítima e bombeiros Sapadores do Porto a verificar se existem pessoas que necessitem de ajuda.
A equipa da RTP contatou que na zona da Afurada, na margem oposta do Douro, várias viaturas estavam a ser retiradas.
Foto: DR
Foi criado um perímetro de segurança junto ao local.
Depois da depressão Elsa que tem afetado o território nacional nos últimos dias vem a caminho de Portugal a depressão Fabien.
As regiões Norte e Centro deverão continuar a ser as mais afetadas.
É esperada chuva e fortes rajadas de vento que podem oscilar entre os 90 e os 125 quilómetros por hora.Está também prevista uma acentuada agitação marítima, em especial no litoral norte.
O tempo deve começar a melhorar a partir de domingo.
As ligações fluviais entre Lisboa e a margem sul do Tejo já foram retomadas. Na estação fluvial do Terreiro do Paço esta manhã vivia-se uma situação de normalidade.
De acordo com os Bombeiros Sapadores de Gaia, que registaram um total de 21 ocorrências durante a madrugada devido ao mau tempo, o Douro está já a alagar as zonas do Areinho e Afurada.
"Estamos a aguardar para ver o que acontece com a subida da maré, cerca das 9h30", disse a fonte.
Também a Polícia Marítima disse à Lusa que se registou "uma subida excessiva do nível da água", do rio Douro que está alagar "zonas pedonais" do Porto e Gaia.
A fonte explicou à Lusa que a subida da água foi gradual, tendo galgado as margens cerca das 5h30.
Os comerciantes fazem agora o balanço aos estragos causados pela depressão Elsa.
Desde 2016, que a população de Águeda não vivia uma situação de cheias.
8h00 - Noite de vento e chuva
Retomamos aqui o acompanhamento ao minuto da evolução do estado do tempo no país.
O aviso vermelho, o mais alto de quatro níveis, que se mantinha ativo nos distritos de Viseu, Guarda, Castelo Branco, Coimbra e Aveiro, devido a rajadas de vento, foi retirado cerca das 3h00 desta sexta-feira.
Até ao meio-dia estão com aviso laranja - o segundo mais grave da escala -os distritos de toda a costa continental e a costa norte da Madeira, pelo perigo de agitação no mar. O mau tempo em todo o país, causado pela depressão Elsa, já provocou mais de 5.400 ocorrências, a maioria quedas de árvores, de acordo com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.
Leiria, Santarém e Portalegre estão ainda sob aviso laranja devido às previsões de precipitação forte entre as 12h00 e as 15h00, nos dois primeiros casos, e entre as 12h00 e as 18h00, para Portalegre.
O Instituto Poruguês do Mar e da Atmosgera colocou também Guarda, Castelo Branco e Évora sob aviso amarelo - o terceiro da escala - por causa do vento - e até às 12h00 nos distritos mais a norte e, em Évora, devido ao vento (até às 18h00) e à chuva (até às 6h00).
Ao início da manhã desta sexta-feira, o mapa do instituto mostrava apenas três distritos a verde, ou seja, sem avisos relativos às condições do tempo: Viseu, Vila Real e Bragança.
Fabien chega sábado
Entretanto, o IPMA alertou também para os efeitos de uma nova depressão, denominada Fabien, que atingirá Portugal no sábado. O Norte e o Centro serão as zonas do país mais afetadas por esta depressão, estando previstos intensos períodos de chuva e fortes rajadas de vento.
A nota refere ainda que haverá "vento forte de sudoeste", prevendo-se que as rajadas atinjam valores de 90 quilómetros por hora no litoral norte e centro e 120 quilómetros por hora nas terras altas.
"A agitação marítima associada ao Fabien irá também fazer-se sentir na costa ocidental, em especial no litoral norte", acrescentou a nota.
Contudo, prevê-se que os efeitos da depressão Fabien não apresentem em Portugal continental a mesma intensidade do que os da tempestade Elsa, "em particular em termos de vento e com mais significado em termos de precipitação".
Estas depressões que atingem a Península Ibérica estão a provocar o vento muito forte que se faz sentir em Portugal e Espanha desde quinta-feira à noite. O IPMA prevê uma melhoria gradual do estado do tempo a partir de domingo.
Buscas em Castro Daire
Às 8h00 desta sexta-feira deverão ser retomadas as buscas de uma pessoa que está desaparecida desde a noite de quinta-feira em Castro Daire, devido ao mau tempo. Uma informação adiantada à Antena 1 pelo Comando Distrital de Operações de Socorro.
Segundo a Proteção Civil, trata-se do tripulante de uma máquina retroescavadora que ia a circular quando houve um deslizamento de terra que terá empurrado a máquina. Este acidente ocorreu na estrada nacional em Ribolhos, Castro Daire. A via está cortada.
Ainda em Viseu uma pessoa morreu depois da derrocada de uma casa em Castro Daire. Uma outra pessoua perdeu a vida em Canha, no concelho do Montijo. Uma queda de árvore provocou o despiste de um camião e a morte do condutor.
O comandante Rui Laranjeira, da Proteção Civil, fez o último balanço das ocorrências até às 23h00 de quinta-feira.
Antena 1
Há ainda meia centena de desalojados.
Família realojada em Águeda
Em Águeda uma família teve de ser realojada devido às inundações que se fizeram sentir.
O presidente da autarquia, Jorge Almeida, fez ainda um ponto e situação onde admitiu que apesar de tudo ter acalmado existem estradas cortadas.
Antena 1
Em Lisboa
A circulação ferroviária na Ponte 25 de Abril está normalizada, só não podem circular camiões com lonas e motos. Na ponte Vasco da Gama a velocidade máxima é 80 km/hora.
A Transtejo assegura as ligações fluviais entre o Seixal, Montijo, Cacilhas e Trafaria/Porto Brandão a Lisboa, enquanto a Soflusa garante a travessia entre o Barreiro e o Terreiro do Paço (Lisboa).
A norte
Na Linha do Vouga a circulação ferroviária está suspensa entre Massinhata e Cernada.
Na Linha do Minho uma árvore caiu sobre uma catenária e a circulação de comboios entre Ermesinde e Contumil está a ser feita em apenas por uma via.
Na cidade do Porto, ficou restabelecida desde as 23h00 de quinta-feira a circulação do Metro entre as estações da Levada e de Fânzeres, em Gondomar.
Energia afetada
A energia foi também afetada: 157 linhas de alta e média tensão ficaram avariadas
A porta-voz da EDP admitiu a existência de uma situação difícil.
Fernanda Bonifácio, porta-voz da EDP, que admitiu a possibilidade de um reforço das equipas. A última informação dava conta da existência de 1200 operacionais no terreno.
Segundo um comunicado da elétrica, Santarém, Coimbra, Viseu e Leiria eram às 23h00 de quinta-feira os distritos mais afetados.
Comunicações difíceis
Telefonar também ficou mais difícil. As comunicações estão a ser afetadas.
A Vodafone tem o serviço de rede móvel indisponível em algumas regiões do Centro e Norte do país devido a falhas de energia elétrica. Uma informação avançada à agência Lusa por fonte oficial da Vodafone.
A NOS diz que a passagem da depressão Elsa teve um impacto ligeiro nos serviços da empresa com maior intensidade na região Norte durante a manhã de quinta-feira.
A Altice diz que tem mais de 500 técnicos no terreno e que já recuperou uma grande percentagem dos clientes afetados.
2019-12-20 15:30:00Z
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