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Friday, December 6, 2019

Vai haver fogos, inundações e seca na área de Lisboa, mas já há um plano de adaptação - RTP

Vai haver fogos, inundações e seca na área de Lisboa, mas já há um plano de adaptação - RTP

Cheias rápidas e inundações progressivas é o futuro traçado para os estuários do Tejo e do Sado.

Os efeitos são previstos no novo Plano Metropolitano de Adaptação às Alterações Climáticas que aponta quatro efeitos perigosos das alterações climáticas na região de Lisboa, como aumento dos fogos florestais, cheias e inundações, ondas de calor e secas.

De acordo com o estudo, o nível médio do mar poderá subir cerca de 90 centímetros até 2100 e as áreas de maior risco são Lisboa, Almada e Seixal, onde vive o maior número de pessoas junto ao estuário do Tejo.

“Estes efeitos são mais novos porque não temos memória, não há registos, e é difícil até as pessoas compreenderem que isto vai mesmo acontecer”, disse Sérgio Barroso, coordenador do estudo, ao Público.

O responsável pelo estudo explica que “não se trata de um problema de perigosidade imediata”, mas é “muitíssimo disruptivo” porque “exige muito planeamento”.
Construções submersas
Depois de analisadas as vulnerabilidades e a capacidade de adaptação de cada freguesia dos 18 municípios da área metropolitana de Lisboa, o documento sublinha que existem três freguesias onde todos os habitantes estão em risco: Costa da Caparica, no concelho de Almada, União de Freguesias do Gaio-Rosário e Sarilhos Pequenos, no concelho da Moita, e a freguesia do Sado, no concelho de Setúbal.

O relatório alerta ainda que tanto as construções já feitas, como as que estão em marcha na margem sul do Tejo, deverão ficar debaixo de água, como a Cidade da Água, em Almada, Quinta do Braamcamp, no Barreiro, Ocean Campus, no Algés, e a futura Marina do Jamor.

“São sítios de enorme vulnerabilidade, onde a água chegará, e foram projetados em conformidade com os instrumentos legais de planeamento existentes, mas terão de ser repensados e os projetos terão obrigatoriamente de adaptar a construção para cotas mais elevadas e integrar medidas de mitigação”, disse Sérgio Barroso ao jornal Público.

O Plano Metropolitano de Adaptação às Alterações Climáticas vai ser apresentado publicamente esta sexta-feira.

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2019-12-06 10:08:00Z
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