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Saturday, January 25, 2020

CDS-PP escolhe um de cinco candidatos à liderança - RTP

CDS-PP escolhe um de cinco candidatos à liderança - RTP

Dois dias de reunião magna eletiva, cinco candidatos à liderança até agora ocupada por Assunção Cristas. Começa este sábado, em Aveiro, o XXVIII Congresso do CDS-PP. Abel Matos Santos, João Almeida, Filipe Lobo d'Ávila, Carlos Meira e Francisco Rodrigues dos Santos são os nomes em contenda. Acompanhamos aqui os trabalhos ao minuto.

13h10 - O desafio de Carlos Meira


"Este não é um congresso dos cheques em branco", lançouo candidato à liderança, o quarto a usar a palavra.

Carlos Meira desafiou os rivais, "os primeiros subscritores de todas as moções globais", a serem transparentes e a revelarem "aqui e agora" e "preto no branco", antes da abertura das urnas, quem serão os seus vice-subscritores e quem serão os secretários-gerais que irão propordas suas listas.

"Para que não haja hesitações, dúvidas ou equívocos".

12h45 - "Não há donos do partido" afirma Lobo d'Avila

CDS-PP deve ser um partido que quer ver justificado o voto dos portugueses, útil a Portugal, desafia Filipe Lobo d'Avila.

"Estou aqui se coração inteiro", garantiu o candidato, o terceiro a intervir no Congresso. O que estou aqui a fazer éum exercício de liberdade, sem acordos".

"Sim vou a votos, sabendo que o voto é de quem o dá e não de quem o recebe".

"Vamos reeeguer o nosso partido, todos juntos!"

12h30 - CDS e um eventual candidato a Presidente

O candidato à liderança centrista João Almeida declarou perante os delegados ao 28.º Congresso que "se for preciso" o CDS apresentar um candidato próprio às eleições presidenciais, já sabe quem será.

"Vamos ter o desafio das presidenciais, sabem qual é a minha opinião sobre a avaliação do mandato do atual Presidente da República, mas, se por alguma razão for preciso o CDS ter um candidato às eleições presidenciais, eu sei quem é, sei como vamos fazer e tenho a garantia de que teremos esse candidato", disse.

12h14 - "Vamos à luta" lança João Almeida

O segundo candidato à liderança anima o congresso com um desafio.

"Se acham que não vamos mudar de vida, não votem em mim", referiu ao apresentar a sua moção, global de estratégia, intitulada "O que nos une é a nossa força", acrescentando "mas acho que estão errados".

Pelo menos dois terços das caras vão mudar, "vão ser energia mova", promete, se chegar à liderança.

João Almeida promete lutar para recuperar todos os deputados perdidos e conquistar ainda mais, resusando jogar "o campeonato dos pequeninos".

O candidato respondeu ponto por ponto aos críticos, que o consideram o "candidato do mais do mesmo", desfiando promessas, relembrando conquistas passadas e uma longa lista de atividade politica.

"É isso o rosto do insucesso?" perguntou, provocando uma salva de palmas.

"A batalha deste mandato é a batalha autárquica", lançou, prometendo ainda "não vamos ser a direita que agrada à esquerda, nem a caricatura que a esquerda gosta".

"Quero ser presidente de um partido livre!" e "unidos vamos ganhar o país!", rematou João Almeida nos minutos finais, sob uma chuva de aplausos.

12h00 - Abel Matos santos dirige-se ao Congresso

Um dos cinco candidatos à liderança, o líder da TEM - Tendência em Movimento - começa a apresentar os principais pontos da sua moção "Portugal TEM esperança".

"Meus queridos não podemos continuar com a cabeça enfiada na areia", desafiou.

"Apostem na mudança", apelou.

Abel Matos Santos, quer um partido de "causas, valores e princípios", "seguro, previsível e confiável".

Num ataque à direção cessante e a candidatos como João Almeida, Matos Santos sublinhou que é preciso "assumir responsabilidades, perceber como chegámos aqui".

"Devemos contar com todos, mas são precisos novos atores políticos descomprometidos com passados e atuações que levaram o CDS à falência, à destruição da sua malha autárquica, ao quase desaparecimento do seu grupo parlamentar", disse o candidato.

Matos Santos defendeu ainda um CDS que faça primárias para as escolhas dos seus candidatos e deixou um apelo aos congressistas para ao longo do dia refletirem na escolha entre "o renascer" do partido ou "a sua irrelevância política".

"Nesta sala, não existem congressistas de primeira nem Congressistas de segunda. Os senhores são a alma do CDS, são inteligentes e sabem escolher. Não votem antes de ouvir tudo e todos", disse.

11h50 - Adeus em 13 minutos

"O tempo encarregar-se-á dessa análise detalhada", afirmou Assunção Cristas, aplaudida no início e no fim da intervenção, na abertura do 28.º congresso nacional do CDS-PP.

"Cumpri o caminho traçado e a estratégia proposta, mas cumpre-me hoje reconhecer uma evidência: falhei o resultado", afirmou.

Assunção Cristas ouviu o que foi dito desde as legislativas de outubro e que "uns dirão que a estratégia estava errada, outros que se cometeram erros táticos ou de comunicação ou que falhámos na avaliação das circunstâncias".

Logo após o discurso, Cristas deixou o pavilhão, minutos antes de os congressistas começarem a discutir as moções de estratégia global.

11h50 - Cristas e o Papa na hora do adeus

Assunção Cristas lembrou palavras do Papa Francisco, para agardecer o muito que aprendeu durante o tempo em que serviu o país. "Dei o melhor que podia e sabia", garantiu.

"Saio consolada com as palavras do papa Francisco, para quem, se for implementada no respeito fundamental pela vida, pela liberdade e a dignidade das pessoas, a política pode tornar-se verdadeiramente uma forma eminete de caridade". 

"Continuo a ter confiança no nosso país", acrescentou.

11h45 - "Falhei" reconhece Cristas

A líder cessante reconhece que o caminho e a estratégia assumidos não foram suficientes.

"Ouvi muitas análises e, naturalmente, tenho a minha própria. Não julgo útil, nem este seria este o momento apropriado para dissecar os erros desse roteiro. O tempo encarregar-se-á dessa análise detalhada", disse.

"O que tenho a dizer resume-se no dia de hoje a uma palavra: obrigada".

11h42 - Firme e aguerrida mas sozinha

A líder do CDS PP coemçou por recordar o caminho feito agradecendo o apoio recebido.

Sublinhou ainda que, muitas vezes, se sentiu sozinha na oposição.

11h38 - Cristas discursa

Assunção Cristas começa a dirigir-se ao congresso no seu discurso como líder cessante.

O congresso começou com mais de uma hora de atraso.

11h25 - Silêncio por Freitas do Amaral

Depois de verificação de quórum, o presidente da mesa do congresso, Luís Queiró, disse que o há um "grande quórum" e deu início aos trabalhos.

"Desenganem-se os que profetizam um fim triste para o CDS porque a notícia é manifestamente exagerada", comentou ainda.

Os delegados aplaudiram e cumpriram um minuto de silêncio em memória do ex-líder Freitas do Amaral, que morreu em 2019, e de outros dirigente e militantes do partido que desapareceram desde o último congresso.

11h15 - Nuno Magalhães. "É altura de virar a página"

"Se o partido ficar preso no passado difícilmente terá futuro", refere com alguma tristeza o ainda deputado.

"Devemos assumir todo o património" do legado do CDS, referiu, lembrando contudo que o partido está  a falar para o país.

11h10 - Nuno Melo afirma-se não candidato

"Não me parece razoável seuqer pensar que, nestas circunstâncias, eu seja candidato à liderança do partido", afirmou o euroduptado centrista aos microfones da RTP.

11h00 - Assunção Cristas em silêncio

A ainda líder do CDS-PP, chegou ao congresso apressada e sem levantar o véu do que vai dizer daqui a pouco aos delegados no seu discurso de despedida.

Aguerrida e combativa, sob a sua liderança, o partido conseguiu alguns dos melhores como dos piores resultados eleitorais.

10h45 - Filipe Lopo d'Avila confiante

O candidato à liderança espera do congresso um bom debate de ideias.

Filipe Lopo d'Avila quer um CDS "últil ao país" e que "regresse à sua identidade".

"As contas fazem-se no fim, porque quem decide quem sai presidente do CDS são os congressistas", sublinhou ainda o candidat, recusando fazer apostas. "Quem pensar fazer contas muityo certas pode correr o riosco de estar enganado", acrescentou.

10h30 - "Chicão" apela às bases

À entrada do Congresso o candidato oriundo da Juventude Popular sublinhou a necessidade do partido auscultar as bases.

"Serei sempre respeitador da vontade soberana dos nossos delegados".

"O CDS precisa de ganhar uma nova vida, de se reiventar" para se afirmar à direita e como a "única alternativa digna ao socialismo", afirmou.

10h20 - João Almeida elege como adversário o PS

Rodeado dos autarcas de Aveiro, João Almeida chegou ao Congresso com vontade de lutar, se for atacado e considerando que isso será sinal de que a sua "uma candidatura forte"

"As disputas nos Congressos são normais", desvalorizou. "O importante é que na segunda-feira estejamos todos a remar para o mesmo lado e que os nossos confrontos e as  nossas críticas sejam dirigidas a quem as merece, que é o partido socialista", acrescentou.

10h10 - Abel Matos Santos quer discutir o futuro

"O importante é discutir as ideias do que queremos para o futuro do partido", disse o líder da Tendência em Movimento, o primeiro dos cinco candidatos à liderança do CDS-PP a chegar ao Congresso.

Abel Matos Santos lembrou ainda a importãncia "do nosso CDS" para a democracia portuguesa.

"Este é o congresso decisivo", referiu.

10h05 - Adolfo Mesquita Nunes e os riscos

O centrista fez "o seu diagnóstico" e tem "ideias muito próprias" e fala nos riscos do partido não fazer "os diagnósticos acertados".

"Não me parece que os quatro por cento se devam a uma única causa", afirmou, referindo-se ao último resultado obtido pelo partido nas recentes legislativas, o pior de sempre.

10h00 - Um congresso para o CDS "dar a volta"

Foi o desejo de Cecília Meireles, atual líder parlamentar do partido e que já admitiu apoiar o colega de bancada, João Almeida.

Meireles disse aos jornalistas à entrada que espera um Congresso animado e marcado pelo debate em torno de ideias e não de ataques pessoais.

9h30 – Outrora diretas, agora Congresso eletivo


Tal como socialistas e social-democratas, os democratas-cristãos já escolheram a liderança por via de eleições diretas. Mas colocaram este processo de parte, privilegiando a fórmula de eleição em reunião magna.

No culminar dos dois dias do Congresso de Aveiro, este fim de semana, haverá um sucessor de Assunção Cristas – o rosto do pior score de sempre em legislativas, 4,3 por cento dos sufrágios, com a bancada parlamentar a emagrecer de 18 para cinco deputados.

Os candidatos são agora meia dezena: Abel Matos Santos, que encabeça a Tendência Esperança em Movimento, João Almeida, deputado e porta-voz do partido, Filipe Lobo d’Ávila, ex-deputado, da corrente Juntos pelo Futuro, Carlos Meira, ex-presidente da concelhia de Viana do Castelo, e Francisco Rodrigues dos Santos, atual número um da Juventude Popular.

Haverá 1160 delegados ao XXVIII Congresso. Ao abrigo do regulamento e dos estatutos do CDS-PP, não estão amarrados a qualquer das 15 moções de estratégia global: a somar às moções dos candidatos, há outras dez assinadas por militantes e dirigentes; Nuno Melo, eurodeputado, e o deputado à Assembleia da República Telmo Correia são os nomes de uma delas, que poderá ainda vir a produzir um sexto candidato.

Chegados ao dia da reunião magna, nenhum dos candidatos tornou público qualquer cálculo de apoios de delegados.

Espera-se que as moções sejam votadas já durante a madrugada de domingo. O vencedor apresentará uma lista candidata à Comissão Política Nacional e aos outros órgãos partidários.

As contas podem complicar-se. Ouvidos pela agência Lusa, nos últimos dias, dirigentes de diferentes candidaturas não excluíram a possibilidade de uma “aliança negativa” para derrubar, em congresso, o candidato mais votado – isto, claro, se o somatório dos votos obtidos for suficiente para tal.

Entrevistado pela agência noticiosa, Carlos Meira disse-se disposto a partir para um acordo com Filipe Lobo d’Ávila e Francisco Rodrigues dos Santos, para assim travar João Almeida. Durante o debate transmitido na passada segunda-feira pela RTP3, o candidato de Viana do Castelo chegou invocou tal cenário, mas não colheu respostas claras por parte dos interlocutores.

Sérgio Vicente, Carlos Matias, Nuno Castro – RTP
O adeus a Assunção Cristas
A anteceder o duelo estará a despedida de Assunção Cristas da liderança do partido, que ocupou desde 2016 e decidiu abandonar na noite das últimas eleições legislativas, quando o CDS-PP sofreu um corte profundo na sua representação parlamentar.

Cristas deverá permanecer como vereadora na Câmara Municipal de Lisboa, cargo que assumiu na esteira das eleições autárquicas de 2017. Processo, recorde-se, em que o CDS-PP superou o PSD.
Os perfis dos candidatos
Abel Matos Santos, de 46 anos, psicólogo, sexologista e psicoterapeuta no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, é o rosto da Tendência Esperança em Movimento. Foi o primeiro a avançar com uma candidatura.

Matos Santos integra o Conselho Nacional e a Comissão Política Nacional do CDS-PP. Foi vice-presidente da concelhia de Lisboa do CDS-PP e esteve ao lado de Filipe Anacoreta Correia na corrente interna CDS Alternativa e Responsabilidade.

Propõe-se apresentar o CDS-PP como um partido de direita, “porque a direita não é nada que nos envergonhe”, e, quanto ao Chega, de André Ventura, classifica-o como “naturalmente um aliado”.

João Almeida, de 43 anos, jurista, foi presidente da Juventude Popular, secretário-geral e porta-voz do partido. É também deputado desde 2002. No Governo partilhado por PSD e CDS-PP, foi secretário de Estado da Administração Interna.

Como orientação para o CDS-PP, João Almeida defende a “matriz da democracia-cristã”, valorizando “as ideias conservadoras e liberais”.

“A alternativa à governação socialista deve ser promovida através de uma plataforma à direita que reúna várias forças, designadamente as tradicionais que governaram a última vez antes do PS governar, que é o PSD e o CDS”, propugna na sua moção.

Considera que “não faz sentido focar nos novos partidos aquilo que foi o resultado eleitoral do CDS, porque o CDS perdeu muito mais votos para a abstenção e para outros partidos do que propriamente para os dois que apareceram à direita”, referindo ao Chega e à Iniciativa Liberal.

Filipe Lobo d’Ávila, de 44 anos, advogado, começou o percurso no CDS em 1993, quando entrou para as fileiras da Juventude Centrista.

Foi diretor-geral do Ministério da Justiça entre 2002 e 2008. Ocupou assim o cargo sob três ministros do CDS-PP, do PSD e do PS. Por três vezes foi eleito para a Assembleia da República, em 2009, 2011 – neste ano é nomeado secretário de Estado da Administração Interna - e 2015.

Lobo d’Ávila considera necessário “um entendimento mínimo ao nível do centro-direita [com o PSD] para que esse projeto possa ser verdadeiramente mobilizador”. Considera também que o partido tem de assumir “claramente, sem vergonham que é de direita, de uma direita moderada e democrática”.

Relativamente às novas formações de direita com representação parlamentar, Filipe Lobo d’Ávila entende que o CDS-PP não deve enveredar pela cópia.

Carlos Meira tem 34 anos e empresário florestal e da construção civil. Milita desde os 19 anos no CDS-PP. Liderou a concelhia de Vina do Castelo e, em 2013, candidatou-se à autarquia desta cidade.

Meira é um crítico sonoro de Assunção Cristas. No Congresso realizado em março de 2018, em Lamego, chegou mesmo a acusá-la de “falta de respeito “ pela sua região, o Alto Minho.

Carlos Meira defende que o CDS-PP deve trilhar “o seu próprio caminho, deforma autónoma, ativa, serena, recompondo-se e reerguendo-se”. “Respeitamos igualmente todos os partidos do arco parlamentar”, responde, quando questionado sobre eventuais aproximações ou distanciamentos relativamente ao Chega e à Iniciativa Liberal.

Francisco Rodrigues dos Santos, de 31 anos, advogado, preside desde 2015 á Juventude Popular. Foi autarca na Assembleia de Freguesia de Carnide, em Lisboa, de 2013 a 2017.

Também Rodrigues dos Santos sustenta que, “aos olhos dos portugueses, a perceção é que o CDS é um partido de direita”: “Ponto final”.

Francisco Rodrigues dos Santos entende que é à direita que os eleitores do partido “têm morada”. Mas “é ao centro” que o CDS-PP se encontra com os seus adversários e pode “catapultar-se para novos horizontes eleitorais”. Não exclui um entendimento com o Chega, mas apenas se tal solução não se traduzir numa “violação das traves mestras nem das linhas vermelhas que são o ADN do partido”.

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2020-01-25 13:07:00Z
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