Soleimani morreu num ataque dos Estados Unidos com um "drone" (aparelho aéreo não-tripulado), em Bagdad, juntamente com o número dois da coligação de grupos paramilitares pró-iranianos no Iraque Hachd al-Chaab, Abu Mehdi al-Muhandis, e outras seis pessoas.
O líder supremo do Irão, o ayatollah Ali Khamenei, prometeu, entretanto, vingar a morte de Soleimani e o Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano disse que a vingança ocorrerá “no lugar e na hora certos”, como conta a jornalista Margarida Vaz.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, explicou as motivações que levaram a abater o chefe militar iraniano.
Para reforçar uma eventual resposta a uma reação iraniana, que prometeu retaliar no momento e tempo certos, os Estados Unidos decidiram enviar mais 3.000 militares para o Médio Oriente.
Em declarações ao jornalista da Antena 1, José Manuel Rosendo, o coronel Lemos Pires, professor na academia militar, disse não acreditar num conflito direto entre as duas potências.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, avisou sexta-feira que “o mundo não pode permitir outra guerra no Golfo", numa referência ao ataque que matou o general iraniano, apelando “aos líderes para mostrarem o máximo de contenção” neste momento de tensão.
O apelo à calma também já foi lançado pela diplomacia portuguesa através do ministério dos Negócios Estrangeiros.
2020-01-04 07:01:00Z
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