O objetivo do Governo e reduzir a circulação de pessoas, depois do encerramento dos casinos.O último balanço do número de mortos por coronavírus subiu para 426, com 64 mortos na China registadas nas últimas 24 horas. Em Hong Kong foi registada a primeira morte fora da China continental.
As diferentes medidas a tomar dependem da fase em que o surto se encontrar.
“Estamos a preparar várias medidas”, dependendo da fase em que o surto se encontra, disse, alertando que os próximos dias são de alto risco.
Ho Iat Seng referiu ainda que a encerramento das fronteiras é uma decisão difícil porque tem de avaliar o impacto no fornecimento de alimentos ao território e na rotina diária de muitos residentes de Macau e de muitos trabalhadores do território que vivem na China.
"Não estamos a encerrar nenhuma fronteira, não vão a correr comprar alimentos. Temos stock suficiente, não se preocupem", garantiu.
Casinos encerrados temporariamente
Macau, capital mundial do jogo, é o único local da China onde o jogo é legal e representa uma fonte de receitas para o território. Os casinos vão estar encerrados durante duas semanas.
Uma mulher de 29 anos que trabalha na cantina do Galaxy - um complexo turístico que inclui casinos, hotéis, lojas e restauração – foi o nono caso registado no território. A paciente garantiu não ter saído do território nos últimos dias e manteve contacto direto e próximo com o oitavo caso confirmado no território, uma mulher de 64 anos. Este poderá ser o primeiro caso de contágio em Macau.O 10.º caso diagnosticado nas últimas 24 horas em Macau é um homem de 57 anos residente no território, que viajava frequentemente para Cantão (Guangzhou).
Ho Iat Seng assumiu que esta é uma “decisão difícil” e que “vai causar muitos danos económicos, mas Macau consegue assumir esse risco”.
Os casinos de Macau fecharam 2019 com receitas de 292,46 milhões de patacas (cerca de 32,43 milhões de euros), menos 3,4 por cento do que no ano anterior.
O chefe do Governo de Macau assumiu que o encerramento, durante duas semanas dos casinos, vai ter um défice no orçamento, mas frisou que a medida tinha de ser tomada.
"Temos reservas financeiras" para aguentar esta fase, reforçou.
“Vamo-nos reunir com os responsáveis das concessionárias” ainda hoje e mais tarde informar quando é que os casinos vão ser suspensos, mas poderá ser já durante o dia de hoje, ou amanhã, acrescentou.
Faltam máscaras em Macau
O chefe do Governo de Macau revelou ainda que Portugal já não tem mais máscaras para vender, mas garantiu que o território tem máscaras suficientes para enfrentar o surto do novo coronavírus.
“Macau tem dinheiro”, mas tem sido difícil arranjar máscaras no mercado, disse Ho Iat Seng, em conferência de imprensa.
Por entre vários apelos aos residentes para que permaneçam em casa, o líder do Governo de Macau indicou que o território adquiriu máscaras em países como Estados Unidos e Portugal, mas, por causa do surto do coronavírus e da grande quantidade deste equipamento médico utilizada na China, está a encontrar “dificuldade em arranjar mais máscaras no mercado externo”.
“Neste momento, Portugal já não tem mais máscaras”.
As autoridades informaram que mais de 2,9 milhões de máscaras foram vendidas, desde o anúncio do primeiro caso de infeção em Macau, há duas semanas.O Governo de Macau adquiriu ao todo 20 milhões de máscaras, que estão a chegar em vários carregamentos, e a serem distribuídas por farmácias convencionadas, associações e outros espaços definidos pelas autoridades. Cada residente, mediante apresentação da identificação, recebe dez máscaras para igual número de dias.
“Se forem necessárias mais máscaras, o Estado [chinês] vai ajudar”, afirmou o líder do executivo de Macau.
Quanto aos desinfetantes, esgotados em Macau, Ho Iat Seng disse que não vai utilizar o mesmo método de racionamento para a população.
“Não vamos garantir esse tipo” de produto para a população, afirmou.
“Importante é nos hospitais e lares (…) esses têm de ser garantidos”, frisou, acrescentando ter sido adquiridas quatro toneladas de produtos desinfetantes.
“A prioridade é para os trabalhadores médicos (…) não queremos que médicos e enfermeiros sejam infetados”, reforçou Ho Iat Seng.Primeira morte registada em Hong Kong
Em Hong Kong, que encerrou quase todas as terrestres e marítimas com a China continental, foi registada a primeira morte por coronavírus. Um residente de 39 anos, que segundo as autoridades viajou para Wuhan, centro do surto do novo coronavírus (2019-nCoV), de comboio no dia 21 de janeiro e voltou para Hong Kong em 23 de janeiro.
Esta é a primeira morte ligada ao coronavírus registada em Hong Kong e a segunda ocorrida fora da República Popular da China. No sábado passado, um chinês de 44 anos, residente em Wuhan, morreu nas Filipinas.
Para evitar a propagação do coronavírus, as autoridades de Hong Kong decidiram encerrar as fronteiras terrestes e marítimas. Apenas dois postos de controlo de fronteira, a Baía de Shenzhen e a ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau, vão continuar abertos.
Número de mortos sobe para 426
O número de mortos provocados pelo novo coronavírus subiu para 426, com 64 mortes na China registadas nas últimas 24 horas, anunciaram as autoridades de Pequim.
O número total de pessoas infetadas com o novo coronavírus detetado em dezembro passado, em Wuhan, capital da província de Hubei (centro), colocada sob quarentena, aumentou para 20.438.
A Comissão Nacional de Saúde chinesa acrescentou que 2.788 dos casos de infeção são considerados graves, enquanto 632 pessoas conseguiram superar a pneumonia provocada pelo vírus e já tiveram alta.Ao todo, mais de 220 mil pessoas que estiveram em contacto com o vírus tiveram acompanhamento médico e mais de 171.000 ainda continuam sob observação.
Todos os novos casos registados hoje foram detetados na província de Hubei.
Além do território continental da China e das regiões chinesas de Macau e Hong Kong, há mais casos de infeção confirmados em 24 outros países.
A Organização Mundial de Saúde declarou na quinta-feira uma situação de emergência de saúde pública de âmbito internacional, o que pressupõe a adoção de medidas de prevenção e coordenação à escala mundial.
Duas grandes cidades no leste da China, a várias centenas de quilómetros do epicentro do novo coronavírus, anunciaram restrições ao movimento dos residentes, para tentar travar a epidemia.
Em Taizhou e em três distritos da cidade de Hangzhou, na província de Zhejiang, apenas uma pessoa por família está permitida sair de casa, a cada dois dias, para fazer compras.
"Estão a fechar bairros e a cortar alguns transportes públicos. As entradas em cada bairro estão a ser controladas, e é proibido sair dos bairros sem usar máscara", descreveu hoje um local à agência Lusa.As medidas afetam, no total, cerca de nove milhões de pessoas.
Em Taizhou foram ainda suspensas 95 ligações ferroviárias a partir e para a cidade.
Os proprietários estão ainda proibidos de alugar os seus imóveis a pessoas oriundas de "áreas seriamente afetadas pela epidemia, nomeadamente da província de Hubei", o epicentro da epidemia, informaram as autoridades, em comunicado.
Todos os bairros podem manter aberta apenas uma via de acesso para pedestres e cada pessoa deve apresentar um documento de identidade à entrada e à saída, segundo a mesma fonte.
Estas restrições seguem medidas semelhantes, adotadas no domingo, na cidade de Wenzhou, com nove milhões de pessoas, e localizada no sul da província de Zhejiang.
c/ Lusa
2020-02-04 08:19:00Z
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